ENTREVISTA: Carlos Eduardo Borges, Diretor de Operação e Manutenção da Caesb

31.12.2019

Atualizado em 09 de janeiro de 2020 -

 

NOTA: Anteriormente a matéria havia sido publicada como se fosse com o Presidente da Caesb, Daniel Corrêa, quando na verdade o entrevistado foi o Diretor de Operações e Manutenção, Carlos Eduardo Borges. Tal erro foi de responsabilidade da edição do JNB e por isso pedimos desculpas aos leitores.

 

O gestor detalhou ao JNB o que tem sido feito para melhorar o abastecimento de água e de tratamento de esgoto da Saída Norte, além de falar sobre temas importantes como crise hídrica, Ribeirão Sobradinho e construção da cidade Urbitá

 

 

JNB - Qual é a sua avaliação sobre o abastecimento de água e tratamento de esgoto no DF? 

 

DC - Atualmente, 99% da população do DF é atendida com rede de água e 89,28% com rede de esgoto, sendo 100% dele tratado. Esses índices são superiores à média nacional. A Caesb mantém seu programa de investimentos na expansão e melhorias dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário permanentemente. Em 2019, os investimentos em infraestrutura e equipamentos superaram R$ 186 milhões. Em 2020, deverá entrar em operação o Sistema Corumbá, que vai trazer mais segurança hídrica para a população. Trabalhamos agora para garantir o abastecimento em sistemas isolados, não servidos por reservatórios, como Sobradinho, Planaltina, Brazlândia e São Sebastião.

 

 

O instituto Trata Brasil realizou pesquisa na qual constatou 34% de perda de água no DF. Qual a sua avaliação sobre esse índice e o que tem sido feito para minimizá-lo?

 

Esse índice inclui perdas de faturamento e desvios com ligações irregulares e está dentro da média do país. A Caesb trabalha com a meta de chegar a 25% em 2027. Desde 2015, o Programa de Controle e Redução de Perdas prevê uma série de investimentos no sistema, tais como a substituição de hidrômetros (já foram substituídos 260 mil), a setorização de redes, projetos de telemetria, modernização da micro e macromedição. Atualmente, estão em andamento as obras de setorização de redes em Taguatinga, Ceilândia e São Sebastião. Foi assinado, no final de novembro, o contrato das obras que preveem a setorização de Sobradinho I e II, Paranoá e Itapoã.

 

 

Como senhor avalia o sistema de abastecimento e de tratamento de esgoto destinado à Saída Norte do DF?

 

O suprimento de água para essa região é composto por sistemas isolados e, em menor volume, pela ETA Lago Norte. Até julho de 2020, haverá mais um reforço de 5 milhões de litros por dia para essa região vindos também da ETA Lago Norte. Até 2024, serão concluídas obras que definitivamente garantirão o abastecimento. No campo do esgotamento sanitário, estamos tendo avanços notáveis na região concluindo as redes coletoras das áreas consolidadas, em processo avançado de regularização, no entorno de Sobradinho II.

 

 

Em audiência na CLDF, sobre a cidade Urbitá, a CAESB afirmou que será construída uma nova estação de tratamento de esgoto. Como e quando será construída?

 

Essa nova estação será implantada pelos empreendedores da cidade Urbitá, com o acompanhamento e fiscalização da Caesb, devendo ser executada com recursos privados. A Caesb definiu critérios rigorosos de desempenho e operação para essa nova planta de tratamento.

 

Alguns movimentos e especialistas em meio ambiente afirmam que o Ribeirão Sobradinho está em seu pior nível de degradação. Qual é sua avaliação sobre o Ribeirão e que ações estão sendo feita para mitigar possíveis os prejuízos?

 

Grande parte da contaminação que chega ao Ribeirão Sobradinho é proveniente das comunidades em processo de regularização, que se instalaram ao longo da bacia e lançam esgotos brutos no rio. A Caesb tem buscado reduzir o problema, ampliando seu sistema de coleta para atender a todas as comunidades já consolidadas e consideradas áreas prioritárias para regularização pelo GDF. Uma grande parcela desse trabalho será concluída no início do próximo ano, devendo resultar em grande avanço na qualidade ambiental da região.

 

 

 

Qual é a sua avaliação sobre o impacto da construção da cidade Urbitá nos sistemas de abastecimento de água e de tratamento de esgoto da região?

 

Como empreendimento privado, os responsáveis pela cidade Urbitá deverão ainda prover recursos para infraestrutura, criando condições para mitigar impactos. Todo o processo deverá respeitar a critérios rigorosos de controle ambiental estabelecidos pelos órgãos ambientais.

 

 

Qual é o objetivo do novo método de telemetria para realizar a medição do consumo de água e que outras inovações estão sendo implementadas pela companhia?

 

A telemetria possibilita a resposta imediata das equipes de manutenção da Caesb a qualquer eventual problema detectado nos seus sistemas. Isso resulta em menores perdas, menores impactos ambientais e menos transtornos para a população. Também estamos atuando na substituição de equipamentos no tratamento de esgotos, além de buscar novas fontes de abastecimento de água para as regiões isoladas do DF e fontes alternativas de energia para nossos sistemas.

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Márcio Caetano