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Ricardo Birmann, presidente da Urbanizadora Paranoazinho

Executivo fala sobre as dificuldades e desafios para a materialização do sonho de se construir uma cidade modelo em urbanismo caminhável

JNB - COMO SURGIU O PROJETO DA CIDADE URBITÁ?

RB - A ideia nasceu em 2007, quando soubemos de um grupo de herdeiros vendendo uma grande área em Brasília (chamada Fazenda Paranoazinho). A localização e o tamanho do terreno nos permitiram sonhar com um grande projeto. A área tinha o potencial necessário para explorarmos práticas de desenvolvimento urbano que já vêm sendo empregadas em outras cidades mundo afora, mas ainda insipientes no Brasil.

Adquirimos a área, fundamos a Urbanizadora Paranoazinho e começamos a investir em diversas frentes para colocar o projeto em andamento. Sabíamos que teríamos um longo caminho pela frente, mas o desafio nos moveu.

QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS DESAFIOS ENFRENTADOS

AO LONGO DESSES 11 ANOS?

Empreender em qualquer setor no Brasil é difícil. Mas o mercado de uso do solo é um dos mais regulados que temos, com um número imenso de etapas de aprovação, licenças que precisam ser obtidas, projetos e estudos que precisam ser submetidos para análise e aprovação.

O quadro técnico do GDF é extremamente qualificado e isso ajuda muito, mas, mesmo assim, estamos falando de um projeto que é inovador em muita coisa, numa escala muito grande.

Naturalmente, isso exige uma análise ainda mais profunda e detalhista pelo governo, o que constitui uma base técnica muito sólida para o empreendimento, mas exige longo prazo de aprovação.

É difícil explicar para um potencial investidor estrangeiro, por exemplo, porque uma licença ambiental ou a aprovação de um estudo de tráfego leva anos e anos.

QUE BENEFÍCIOS O PROJETO TRARÁ PARA A SAÍDA NORTE DO DF?

A Saída Norte é o próximo vetor de crescimento do DF. Há vários investimentos públicos e privados acontecendo em sua direção. O Governo está duplicando a BR020, fazendo o Trevo de Triagem Norte e tem projetos como o BRT Norte e a quarta ponte sobre o Paranoá. Além disso, temos o Parque Tecnológico de Brasília, o Taquari e – agora – a Urbitá, além de inúmeros empreendimentos menores aparecendo todos os dias.

Esse desenvolvimento será muito positivo para a região, que, historicamente, foi desprivilegiada em relação ao Sul. Não o nosso projeto isoladamente, mas todo esse conjunto trará valorização, emprego, renda, qualificação urbana e investimentos públicos e privados nas próximas décadas.

O QUE FOI PLANEJADO PARA NÃO AGRAVAR O PROBLEMA DE TRÂNSITO NA REGIÃO?

A população do Distrito Federal aumenta em 60 mil pessoas por ano. Essas pessoas vão se deslocar pela cidade, gerando trânsito.

Há três principais coisas que devemos fazer para lidar adequadamente com isso. A primeira é garantir que a crescente demanda habitacional possa ser atendida em empreendimentos legalmente aprovados, licenciados e coerentes com o Plano Diretor da cidade, uma vez que deles é possível exigir medidas de mitigação e compensação pelos impactos causados.

A segunda é garantir que o desenvolvimento da infraestrutura urbana acompanhe o crescimento da cidade, com planejamento técnico e uma gestão eficiente. Isso não vale apenas para estradas, mas também para saneamento, drenagem, etc. A infraestrutura de hoje obviamente não atende a população do futuro, por isso a infra tem que crescer junto com a cidade.

Por fim, podemos adotar melhores práticas em urbanismo e gestão urbana, que já foram consagradas mundo afora como soluções efetivas para o problema da mobilidade dentro da cidade. Temos que incentivar o urbanismo caminhável e ciclável. Temos que criar oportunidades para que as pessoas estudem, trabalhem e se divirtam perto de casa. Temos que evitar a separação dos usos. Essas premissas são centrais no projeto da Urbitá.

COMO SERÁ A CONSTRUÇÃO DESSA NOVA CIDADE E QUAL A PREVISÃO DO INÍCIO DAS OBRAS?

Eu costumo dizer que vamos vender muitos apartamentos para pessoas que nem nasceram ainda. Um empreendimento desses não vem de uma hora para a outra.

Por enquanto, aprovamos apenas a primeira etapa da cidade que corresponde a menos de 10% do projeto total. Vamos abrir uma avenida ligando a DF 425 ao sistema viário de Sobradinho e trazer comércio, serviços, equipamentos de lazer e áreas institucionais (escolas privadas, clínicas médicas, etc).


Estamos em diálogo com empresas interessadas e em breve anunciaremos quem serão os pioneiros a se instalarem lá.

QUAL É O PÚBLICO ALVO DO PROJETO?

Queremos atrair públicos de diferentes idades, culturas e extratos sociais. O sucesso da cidade será o resultado da interação entre as pessoas. É o dono da quitanda que vende para a dona de casa o produto que comprou dos produtores do núcleo rural de Sobradinho. O médico que mora na cobertura e a faxineira que vem trabalhar na casa dele de bicicleta. É o empresário prestigiando o artista de rua, enquanto almoça sentado numa praça.

Alguns dizem que somos sonhadores. Mas, como disse Jorge Paulo Lehman, “sonhar grande e sonhar pequeno custam a mesma coisa”. Na UP, acreditamos que podemos ter melhores cidades no Brasil e que a cidade Urbitá pode ser um exemplo de como fazer.

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