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Região norte do DF já registra 986 casos de dengue em 2019


Foto: Agência Brasília



“Criei raízes na minha cama”. Este é o relato de Gisele Rocha, que há seis dias sofre com a dengue. Em repouso durante todo o tempo, com febre alta e fortes dores em todo o corpo, a moradora de Sobradinho II reflete o dia a dia de quase cinco mil pessoas em todo o Distrito Federal que contraíram a doença no ano de 2019. Na região norte, de acordo com dados da Secretária de Saúde do DF (SES-DF), 986 casos foram confirmados nas primeiras doze semanas do ano.


A estudante universitária afirma que os sintomas estão mais fracos que no início, mas ainda a incomodam e lhe deixam incapaz de realizar qualquer atividade. “Os dois primeiros dias pensei que ia morrer, por conta da dor excessiva nos ossos. Apesar de eu estar me sentindo melhor, os sintomas ainda persistiram de maneira mais fraca”, declara a estudante.


No Distrito Federal, a Secretaria de Estado de Saúde registrou, em 2019, 4.971 casos prováveis de dengue, uma média de 161 casos para cada 100 mil habitantes. Na Saída Norte do DF, 986 casos foram confirmados. Planaltina é a região com maior número de casos para cada 100 mil habitantes, são 287, 78% acima da média do DF. Por conta do crescimento da doença, a região está em estado de alerta.


Os sintomas aparecem de maneira abrupta, com febre alta e forte dores no corpo. Por conta da dor nos ossos, muitos chamam a febre do início da doença de “quebra ossos”. O tratamento recomenda repouso e muito líquido para evitar desidratação. Os sintomas costumam diminuir em aproximadamente uma semana após o indivíduo contrair o vírus, levando até cinco dias para desaparecerem totalmente.


Apesar de não ser vista como uma doença grave, a dengue pode deixar sequelas. Já houveram situações onde a doença do mosquito desencadeou outros males, como hepatites, insuficiência renal, agravamento de problemas cardíacos e até distúrbios neurológicos.


O infectologista da UFRJ e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Edmilson Migowsky, estima que de 80% a 100% dos doentes “desenvolvem lesões no fígado, já que este é um dos órgãos onde o vírus se reproduz no organismo. A maioria dos casos são de pouca gravidade, mas podem surgir complicações”, alerta o especialista.


O tratamento também deve ser obedecido de maneira rigorosa, evitando o uso de medicamentos analgésicos e o consumo de bebida alcoólica. “O consumo indiscriminado de paracetamol para combater os sintomas ou o abuso de álcool pode comprometer o funcionamento do fígado. É recomendável que o indivíduo evite bebidas alcoólicas até dez dias após o desaparecimento dos sintomas”, explica.


A Secretaria de Saúde informa estar agindo em duas frentes para conter o problema. “A redução da gravidade e letalidade da dengue é a prioridade para algumas localidades", informou a assessoria do órgão.



#dengue #SecretariadeSaúde #infectologista #SociedadeBrasileiradeImunizações


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