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“Queremos dar um diploma para a vida, não só para a carreira do aluno”–Paulo Fossatti, Uni La Salle

Em evento realizado em Sobradinho, professor explicou metodologia de ensino da instituição e quais as perspectivas para o desenvolvimento do novo polo na Saída Norte



Você defende muito uma educação humanizada, como você pretende implementar essa modalidade aqui no Distrito Federal?

Nossa preocupação é formar pessoas tanto com competências técnicas, em sua formação específica, quanto com competências humanas. Hoje 80% das nossas questões, dos nossos problemas, onde empregamos nosso tempo, são de obrigação humana. A questão do relacionamento, do trabalho em equipe, da inovação, do empreendedorismo, nosso projeto pedagógico EAD é traçado sob o empreendedorismo humano, social, ele sempre tem uma coisa que chamamos de projeto integrador, para que o estudante coloque a mão na massa, ou seja, aprenda fazendo, e não apenas estudando a teoria. Todo o nosso projeto resulta num produto que é voltado para a resolução de um problema humano, individual ou da comunidade. Procuramos fazer um laboratório de vivencias junto com a teoria, para multiplicar conhecimento e vivências.


A Universidade La Salle tem mais de 80 polos em todo o mundo. Como é essa educação integrada entre todas essas unidades?

Nós dizemos que precisamos formar cidadãos do mundo, não apenas para a minha cidade, para a minha região. Nós temos a Associação Internacional La Sallista, que tem todas as unidades em conjunto cultivando os valores que norteiam a instituição, valores de respeito humano, a diversidade, estamos em todas as culturas e continentes, valorizamos a pessoa e não seu valor no mercado. Essa integração de culturas nos ajuda a olhar o ser humano de forma integral, na sua inteireza pessoal e espiritual, formando para a vida, e não apenas para o seu contexto de trabalho. Os nossos valores são considerados universais, de respeito ao próximo. Queremos dar um diploma para a vida, não só para a carreira do nosso aluno.


Como a era digital influenciou a educação no La Salle?

Nós sempre buscamos seguir as tendências do nosso tempo, no contexto que vivemos, a educação transforma e responde as dores da sociedade. Nesse contexto, veio a pandemia e acelerou a era digital. Hoje nós precisamos educar para o mundo digital, não apenas para consumidores, mas também para produtores de conteúdo, precisamos hoje levar as profissões para o digital. É preciso ter equilíbrio entre mundo digital e a educação humanizada, é muito importante, esse é um caminho sem volta.


Aproveitando esse assunto, como será a educação pós pandemia? O que deve mudar, na sua opinião?

Será o equilíbrio de um hibridismo, não será mais a educação como tínhamos antes, ela não existirá mais. Tambem não podemos perder os valores da humanização, a pedagogia do encontro, do cuidado, do desenvolvimento das soft skills, que só desenvolvemos no convívio, no contato. Não existe uma educação puramente EAD de qualidade, mas uma educação que seja hibrida, onde teremos e temos sim laboratórios de aprendizagem, convivência, empreendedorismo. A salvação das pessoas, das empresas e dos empregos se dará de forma colegiada, colaborativa, em times e não mais no âmbito do individual. É preciso ser bom no individual para agregar valor, mas as pessoas serão reconhecidas de fato pelo seu trabalho com seu time.


E por quê desenvolver o novo polo em Sobradinho?

Nós escolhemos as escolas onde já existe uma cultura La Sallista, que já possui a base dos nossos valores, para dar continuidade a nossa educação. Aqui já tínhamos fundamental e médio, faltava a educação superior. Agora nós completamos esse ciclo. Estamos as vésperas de celebrar 40 anos em Sobradinho, temos gerações formadas na nossa pedagogia, e agora teremos uma nova formada no nosso ensino superior para um mercado que exige cada vez mais criatividade, dinamismo e empreendedorismo. Não basta apenas dizer que 70% das profissões de 2030 ainda não surgiram, também é preciso se preparar para ser aquela pessoa que vai criar a nova profissão.


Quais cursos serão desenvolvidos aqui nesse primeiro momento?

Aqui já estamos oferecendo cursos de administração, na área da educação, licenciaturas, bacharelados, são cerca de 20 cursos da área da graduação e 15 cursos de pós-graduação.


Aqui próximo a Sobradinho está sendo desenvolvido um projeto que está alinhado aos ideais de humanização da Universidade La Salle, a Urbitá. Ela será uma cidade para pessoas, focada no bem-estar e qualidade de vida dos moradores. Você acredita que é possível trabalhar em conjunto com esse projeto para transformar a realidade da Saída Norte do DF?

Eu creio que tem tudo a ver. Uma educação de qualidade é um trabalho colaborativo com as empresas, governos, comunidades, ela chama a participação das forças vivas da sociedade. Esse projeto de um novo urbanismo, de novos espaços, uma nova estética urbana que traga qualidade de vida e bem-estar, tem tudo a ver com o que chamamos de uma educação integral e integradora, e uma educação que resolva os problemas sociais. Se hoje precisamos recuperar a humanização das cidades nos precisamos rever toda a nossa questão da urbanização para nos educarmos para esse convívio com o espaço público e urbano, para que ele seja educativo. Ali se colocam cursos que vão nos ajudar a pensar. Por exemplo, Barcelona chamou os alunos da engenharia, arquitetura e design para pensar as praças, chamou os cursos de TI para transformar Barcelona em uma cidade inteligente. Nós só temos razão de ser se de fato estivermos integrados com as empresas e produzindo qualidade de vida no nosso entorno. Preciso entregar para a sociedade um profissional que faça a diferença e deixe suas marcas.


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