OPINIÃO: A Festa da democracia não acabou


A sociedade deu um recado nas urnas. Mostrou que alguns velhos nomes tiveram os seus dias contados. Permitiu o surgimento de novas lideranças que agora têm a obrigação de mostrar serviço. Mas os cidadãos não podem esquecer da parte mais importante nesse processo de renovação política: a fiscalização dos eleitos.

Um parlamentar, governador ou presidente não pode exercer o mandato como se tivesse recebido um cheque em branco. Há compromissos de campanha a cumprir. Acima de tudo, há compromissos constitucionais a serem respeitados. Aqueles que receberam o voto de confiança da população têm a obrigação de preservar os direitos e garantias fundamentais, especialmente a vida e as liberdades. Qualquer atitude que fuja minimamente daquilo que a lei manda, deve ser denunciada e repreendida pela própria população. Mandatos são ferramentas a serviço do povo. Jamais contra ele.

Ao acompanharmos os eleitos, estaremos concretizando algo muito importante para a democracia: o controle social. Sem ele, os governantes ficam à vontade para violar direitos, desviar recursos e agir em benefício próprio. Na democracia, a maior autoridade é o povo. Os políticos eleitos são servidores públicos, empregados da população. Devem prestar contas, agir com transparência e justificar suas decisões. Acima de tudo, devem dar bons exemplos e trabalhar para que o papel do Estado seja cumprido.

Fica aqui o convite para a próxima e mais importante etapa pós-eleição. Política se faz com participação e exigência. Afinal, quem mantém tudo isso é você.

Leandro Grass é professor, Sociólogo, doutorando em gestão pública pela UnB e recém-eleito deputado distrital do DF.

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Márcio Caetano