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O futuro Incerto do Pós- Pandemia: um cenário ainda indefinido



Cerca de 120 dias após o início das ações de distanciamento social no DF por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus (Sars-N-CoV-2), muitas dúvidas e incertezas têm tomado conta da cabeça de boa parte dos brasilienses. As medidas, que a maioria da população acreditava que seriam por no máximo 30 dias, têm sido estendidas por conta do agravamento da crise de saúde pública. E ao que parece, não apresenta no horizonte um cenário de melhora.


Educação, economia, qualidade de vida, geração de emprego, foram diversos os aspectos na vida das pessoas que sofreram alterações drásticas e que não demonstram cenários alentadores pela frente. Nesta reportagem, o JNB fez um recorte de cada um deles, apontando para os impactos e consequências que poderão surgir desta nova situação, sejam elas positivas ou negativas.


Dentre os setores, a educação está entre os principais afetados. Com aulas suspensas desde as primeiras semanas do mês de março, milhares de estudantes continuam sem aulas presenciais. Os alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal só começaram a ter acesso aos conteúdos de sala de aula somente em junho, quando a Secretaria de Educação lançou a plataforma “Escola em Casa DF”, que utiliza a ferramenta do Google Sala de Aula para realizar atividades entre professores e alunos.


O estudante Cleverson Andrande, de 14 anos, do nono ano do ensino fundamental, relata que a experiência com a plataforma tem sido produtiva. “Antes da plataforma, eu estava me dedicando aos estudos por conta própria, pesquisando conteúdos da minha série na internet e assistindo vídeo aulas, para que quando as aulas retornassem, fosse online ou de forma presencial, eu não fosse prejudicado”, destaca o estudante.


Com relação aos estudantes que não tem acesso à internet para utilizar a ferramenta, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que conteúdos impressos estão disponíveis nas unidades escolares para auxiliar estes estudantes. A pasta também declarou que atualmente a Universidade de Brasília (UnB) está desenvolvendo um novo aplicativo que não consome franquia de dados, podendo ser acessado por qualquer smartphone.


O comércio do Distrito Federal também vem contando os prejuízos pelos quatro meses em que permaneceram fechados. O setor de bares e restaurantes foi o mais afetado. De acordo com o Sindicato dos hotéis, restaurantes, bares e similares de Brasília (Sindhobar), cerca de 20% dos estabelecimentos do ramo não resistiram à suspensão das atividades e fecharam nos primeiros três meses da pandemia. O sindicato afirmou que os danos causados pelo fechamento dos estabelecimentos já somaram mais de 30 mil demissões e R$ 750 milhões de prejuízo. A estimativa das perdas, declarou a entidade, pode aumentar, chegando a R$ 1,8 bilhões.


De um lado, comércios fechando, do outro, trabalhadores desempregados. É o caso de Joelmir Lopes, de 33 anos, que trabalhava em um bar, em Sobradinho II. O garçom afirma que o fechamento por tempo indeterminado fez com que o dono do estabelecimento tivesse que entregar o ponto comercial, demitindo os 4 funcionários que trabalhavam no lugar. “Desde que fui demitido, em abril, contínuo em busca de emprego”. O garçom mora com os pais, e conta da dificuldade enfrentada no ambiente familiar. “Minha mãe é dona de casa e meu pai é autônomo, se não fosse o auxílio emergencial que estamos recebendo, mal teríamos dinheiro para alimentação”, lamenta.


De acordo com a última Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF), divulgada pela Codeplan em maio, a taxa de sem emprego na capital federal aumentou para 20,7 %, o que corresponde a cerca de 333 mil brasilienses sem trabalho.


De acordo com a pesquisa, os trabalhadores de baixa renda foram os mais afetados. Nas regiões administrativas de renda média e alta, o desemprego caiu em comparação com o período em 2019: de 17,5% para 15,8%. Já nas áreas com rendimento médio e baixo, a taxa passou de 23,7% para 25,1%. A alta na média geral se deve principalmente ao aumento da taxa nas regiões administrativas de renda baixa, onde o aumento no desemprego pulou de 25,8% para 30,1%.

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