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Mãe vence covid e dá luz à quarta filha

Aline Barbosa pegou covid aos 18 meses de gravidez, ficou entubada no HRSM e, 20 dias após o parto, pôde abraçar a filha


A dona de casa Aline Pereira Barbosa, 35 anos, é uma das mais de 400 mil pessoas no Distrito Federal que conseguiram vencer a covid-19. Mas o caso dela chamou a atenção dos médicos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) porque, além de ter sobrevivido, ainda conseguiu a proeza de dar à luz mesmo estando com a saúde perigosamente comprometida pela doença. Graças ao esforço dos profissionais, mãe e filha conseguiram sobreviver. E só depois de 20 dias do parto é que Aline finalmente pôde pegar no colo a sua pequena Elisa. Ambas passam bem e já estão em casa.

O drama de Aline começou no início de maio, quando ela estava no oitavo mês de gravidez. Tudo transcorria normalmente para a mulher, que já havia tido três filhas. Mas ela foi contaminada pelo coronavírus. Os sintomas da doença se manifestaram. No dia 18 de maio, Aline foi transportada de Planaltina, onde mora, até o Hospital de Santa Maria. Chegou com febre alta, dores pelo corpo e falta de ar. Diagnosticada com covid-19, foi internada no Centro Obstétrico do HRSM, administrado pelo instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF). Ali começava a luta dos médicos para salvar mãe e filha.

Durante oito dias, Aline ficou em tratamento no Centro Obstétrico. Mas os remédios não estavam fazendo efeito. Ela pirou. Acendeu a luz vermelha para a dona de casa. Cada vez mais Aline tinha dificuldade de respirar. A vida dela e a do bebê estavam em risco. Então, no dia 26 de maio, os médicos decidiram fazer uma cesariana de urgência.

Entubada durante 18 dias

O parto foi um sucesso. Elisa chegou ao mundo pesando 2,3 quilos. Apesar de prematura, ela nasceu forte, saudável e sem coronavírus. Já o quadro de saúde da mãe continuava bastante preocupante. Assim, 24 horas pós o parto, Aline foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de pacientes com covid-19, onde foi intubada. Respirando por aparelhos e inconsciente, ela permaneceu por longos 18 dias.

Mas Aline reagiu bem ao tratamento. A respiração melhorou e as dores foram passando. Os médicos, então, decidiram transferi-la para a Maternidade do HRSM, onde ela poderia receber Elisa. No dia 14 de junho, ou seja, 20 dias após o parto, Aline pela primeira vez pegou a pequena Elisa no colo.

A cena emocionou os profissionais que cuidaram de mãe e filha. “Estou muito realizada em poder ajudar a paciente e vivenciar esse momento”, declarou a enfermeira Rosane Medeiros, integrante da equipe da Unidade de Cuidados Intermediários (UCIN), que prestou assistência à mãe e à filha desde a chegada delas ao HRSM.

Muito mais emocionada estava Aline ao abraçar a filha. “Graças a Deus nós estamos vivas!”, comemorou. “Só tenho a agradecer pela ótima assistência e por sermos bem cuidadas por esses profissionais do Hospital de Santa Maria”. Depois de uma semana do encontro, em 22 de junho, elas foram finalmente para casa.

O medo da morte

Aline Barbosa não é mãe de primeira viagem. Os partos das três primeiras filhas (Isabela, 12 anos; Helena, 4 anos e Estela, 2 anos) transcorreram sem problema. Mas com Elisa foi bastante diferente. Pela primeira vez ela sentiu o medo de perder o bebê e a própria vida.

“No momento em que eu descobri que estava infectada, só conseguia pedir para que o parto ocorresse logo e que minha filha ficasse em segurança”, relembra. “Dessa vez, havia o risco de morte por causa da covid. Além disso, por conta do risco de contágio, eu fiquei isolada, sem poder contar com acompanhante durante o parto”, relata.

Ainda debilitada, Aline contou que ficou com sequelas físicas e emocionais. Feliz em reencontrar a filha, mas abalada pela doença, a dona de casa alertou para o perigo da covid-19: “As pessoas têm que acreditar no vírus e se proteger dele. Essa doença veio para destruir famílias”.

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