Inclusão social por meio do "Charme"


Sucesso nas décadas de 70 e 80, o movimento Charme representou um marco na popularização da cultura Soul e no movimento cultural urbano brasileiro. Mesmo após tanto tempo de seu sucesso no Brasil, iniciativas podem ser encontradas em várias cidades do País. No Distrito Federal, o movimento ganhou força em escolas de Sobradinho II, transformando-se em uma atividade também praticada pelos millenials (termo usado para categorizar os indivíduos que nasceram entre 1980 e 2000).

O responsável por esse acontecimento é o professor de educação física do Centro Educacional 4 (CED 4), Beto Santos. Beto explica que a ideia de popularizar o Charme veio através do movimento Flash Back Brasiliense, do qual era um dos organizadores. O professor relata que “o Charme era um tipo de dança muito famosa antigamente, mas que perdeu um pouco de força com a popularização de novos ritmos. ”

A ideia de criar o grupo de dança em escolas, foi inicialmente despretensiosa. “Há alguns anos, a diretoria solicitou aos professores que realizassem oficinas de temas variados com os alunos. Logo, pensei em fazer uma oficina de Charme com objetivo de apresentar os estilos aos alunos”, conta.

A atividade fez sucesso e foi se repetindo anualmente na escola, chegando a contar com aproximadamente 100 alunos participantes. “No sexto ano da oficina, o diretor do CED 4 veio me avisar que teria que limitar as vagas, pois os alunos não estavam se inscrevendo nas outras atividades por conta do Charme”, aponta o professor.

Foi a partir daí que o Grupo de Dança Soul Charme surgiu, reunindo alunos da escola. Beto avalia as aulas de charme (que acontecem aos sábados e em dias esporádicos durante a semana) como atividade de ação social na vida dos jovens. “Esses adolescentes muitas vezes vivem em uma situação de vulnerabilidade, sem acesso à cultura ou a qualquer outra atividade lúdica. Nosso projeto não ensina apenas o Charme, mas também auxilia esses jovens a solucionar problemas enfrentados no âmbito familiar ou social. Pode-se dizer que mediamos conflitos através da dança”, pontua.

Beto tem vontade de expandir o projeto para outras localidades, e realizá-lo em locais públicos como praças. Porém, a falta de incentivos e as barreiras burocráticas do governo dificultam a realização da vontade do professor. “Tentei realizar as aulas de Charme nas praças aqui de Sobradinho, mas a Administração se disse impossibilitada de nos oferecer uma tomada para ligar os aparelhos de som”, lamenta.

Lastreado num trabalho de mapeamento do território, a partir de sua relevância hídrica e ambiental, o novo decreto estabelece um enorme leque de mecanismos de compensação, que vão desde a proteção de áreas que poderiam ser, por lei, desmatadas, até à semeadura de áreas extensas, permitindo uma regeneração natural do ambiente com grande variedade de espécies, com maior efetividade ecológica e a um custo por hectare menor que o atual.

Conheça mais sobre o projeto no Instagram:

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Márcio Caetano