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Gravidez em tempos de COVID-19

Nesse cenário, como ficam as gestantes? Qual a relação entre gravidez e coronavírus?


O mundo todo está apreensivo com o rápido avanço da Covid-19. No Brasil, os números da doença não param de subir, até maio de 2021 tínhamos chegado a mais de 477 mil mortes. A espera do bebê, que já é marcada por tanta ansiedade, pode deixar as futuras mamães mais preocupadas com esse risco de infecção.


Se antes era normal para a grávida trabalhar de transporte público, praticar exercício físico num parque ou mesmo fazer supermercado, por exemplo, agora estas atividades banais estão proibidas ou muito dificultadas. Até mesmo os exames de rotina da gravidez, altamente necessários, requerem mais cuidados. Nessa hora, surgem diversas dúvidas sobre como se proteger e como proceder em relação ao pré-natal.

Ana, de 26 anos, descobriu há quatro meses sua gestação. Ela espera ansiosa a chegada de sua segunda filha Liz, e garante que os cuidados contra o vírus triplicaram após a descoberta. “Eu sempre tive medo da COVID-19, estou de quarentena desde o começo da pandemia, mas agora com a gravidez os meus cuidados estão sendo redobrados, principalmente ao sair para o hospital. Esse mês finalmente consegui tomar a segunda dose da vacina, pois entrei no grupo de prioridade, estou muito feliz e aliviada”.

Alguns estudos realizados recentemente mostram que não existem medidas preventivas diferentes para as gestantes, os cuidados continuam sendo o uso de máscara, distanciamento social e álcool em gel. “O que muda é que nesse período é normal a imunidade da mulher abaixar, o que causa maiores chances de contrair a doença. Porém, as gestantes não podem deixar de realizar o pré-natal, é necessário que nesses momentos todos os protocolos sejam seguidos corretamente", afirma a Dra. Nara Gomes, ginecologista e obstetra.

Ela ainda garante que as gestantes não só podem como devem amamentar, pois, até o momento, a amamentação precoce segue sendo recomendada. Além disso, os recém-nascidos devem ficar longe de aglomerações já que o sistema imunológico ainda está em formação. Outro ponto importante a destacar é que a transmissão vertical da doença é pouco provável, mas os bebês podem adquirir a infecção após o parto, por isso é importante manter a higiene e os cuidados em dia, principalmente o uso de máscara facial, pois o contágio se dá por meio de gotículas respiratórias.

“Estou bastante ansiosa para o parto, minha médica pede principalmente pra eu tentar não me estressar com tudo isso. O que eu tento fazer é pensar positivamente, acreditar que vai ficar tudo bem. Eu espero que até o fim do ano a maioria das pessoas estejam vacinadas”, conta Ana.


Mas e se mesmo com todos os cuidados, a gestante se contaminar? Ela deve entrar em contato com o obstetra de confiança (inicialmente por telefone) caso apresente sintomas como febre, tosse, dificuldade para respirar, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta e dores musculares. O profissional irá orientar se há necessidade ou não de buscar o pronto atendimento hospitalar nesses casos. ”, indica o manual “Infecção pelo Coronavírus SARS-CoV-2 em obstetrícia – Enfrentando o desconhecido”, elaborado pela Febrasgo.

As aflições e dificuldades, como podemos perceber, não são poucas. O período é nebuloso, exige atenção e cuidados extras. Mas com perseverança, informação e seguindo as indicações dos médicos, dá pra dá pra enfrentar até o fim. A única certeza é que estes bebês que irão chegar no meio do caos, são um sopro de esperança de que vai passar. A vida vai continuar.

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