PUBLICIDADE:

ENTREVISTA: Milton Camargo, CEO do Capital Empreendedora


Com apenas 28 anos, Milton Camargo já colhe os frutos de uma carreira de sucesso. Além de empreender e investir no mercado de tecnologia da capital, o idealizador do Capital Empreendedora destaca a vontade de estar sempre sendo colocado a prova. Em uma breve conversa com o JNB, O empresário explica que não existe receita pronta para o sucesso profissional.

JNB - Como foi a sua trajetória de vida até aqui?

MC - Eu comecei cedo, desde muito jovem eu tive um viés empreendedor, sempre fui um menino inquieto e realizador. Isso de certa forma me orientou muito para ser a pessoa que me tornei. O primeiro passo veio da minha ação de conseguir enxergar as oportunidades e transformá-las em negócios.

JNB - Hoje a gente vive uma nova realidade no empreendedorismo. Você acha que Brasília está inserida nesse novo cenário?

MC - Acredito que isso é um movimento muito recente, principalmente para Brasília. Somos uma cidade ainda muito nova que até pouco tempo só respirava política, basicamente. E ainda respira. No entanto, de três anos para cá, vemos esse panorama se remodelar, com pessoas que querem produzir novas coisas que façam sentido para suas vidas. O mundo hoje muda muito rápido, basta vermos como o fluxo de informações é cada dia mais acelerado em nosso dia a dia. A rotina das pessoas mudou muito. Hoje, por exemplo, eu não tenho um carro próprio, me movimento pela cidade com o uso das novas alternativas de mobilidade que eu acesso pelo celular. Isso mudou as nossas relações. A tecnologia é um grande vetor dessas transformações sensíveis do nosso cotidiano, e o empreendedorismo segue essa lógica de quebra de modelos.

JNB - Estamos vivendo um bom momento para começar a empreender?

MC - Eu me considero um privilegiado, pois nasci em um ambiente onde convivi sempre no universo empreendedor. Porém, eu entendo que, para muitos, esse universo não é familiar e, às vezes, empreender é algo complicado. Nós temos que investir na base educacional para que as pessoas possam ter conhecimento para empreender e serem vitoriosas nos seus objetivos. Trabalhar com empreendedorismo desde a escola é uma boa solução para que as pessoas sejam mais empreendedoras. Acredito que uma série de fatores influenciam o cenário, colocando-o como positivo ou negativo para empreender. Não é uma situação fixa, muito pelo contrário. Se tratando de Brasil, essa situação fica ainda mais difusa. O empreendedor, independente do cenário, vai correr riscos. Para isso, ele terá que entender de marketing, de vendas, trabalhar mais que todo mundo, estar preparado, assim podendo alcançar o sucesso.

JNB - Para um novo empreendedor, quais os benefícios de se trabalhar em um espaço coworking?

MC - Dentro de um coworking você consegue encontrar outros empreendedores em situação semelhante, passando pela mesma fase, sentindo as mesmas dores, pagando a mesma carga de impostos. Quando existe a troca, existe conhecimento. Eu vejo com bons olhos a troca que ocorre nas conversas, porque é um momento onde se aprende muito. Outro ponto muito importante que pode ser encontrado nesse ambiente é a figura do mentor. O mentor é aquela pessoa que já trilhou o caminho que o novo empreendedor está iniciando, então ele tem a experiência necessária para dizer como é essa jornada, apontando a direção com bases nos erros e acertos cometidos por ele. Isso deixa a jornada mais leve. Não deixa mais fácil, mas dá um amparo a mais para quem é novo nesse mundo empreendedor.

JNB - O Capital Empreendedora já está na 5ª edição. Quando foi lançada, o cenário econômico não era dos melhores. Porque você resolveu criar o evento mesmo assim?

MC - O Capital Empreendedora surgiu de uma inquietação pessoal. Eu sabia que precisava fazer algo por Brasília, dentro do cenário empreendedor. O estopim da criação do evento foi quando eu estava indo a um evento em São Paulo. Eu comecei a me questionar sobre os aspectos que Brasília possui para a construção de um bom cenário para empreender: sua posição estratégica na tomada de decisões, maior renda per capta do país, maior índice de doutores por metro quadrado, segundo maior aeroporto em fluxo de passageiros do país. Me questionei por que eventos como o que eu estava indo não aconteciam em Brasília. Então, o Capital Empreendedora foi resultado dessa inquietação. No primeiro ano, nós alcançamos mais de 700 participantes. Isso demonstrou que o cenário local carecia de eventos assim. O sucesso permitiu que nos eventos seguintes pudéssemos ter a confiança de pensar maior e realizar eventos ainda mais bem elaborados, chegando a até 1500 participantes.

JNB - Qual a expectativa de vocês para o evento deste ano?

MC - O evento tornou-se uma plataforma de múltiplos assuntos. Temos uma diferença muito grande na gama de público participante. Para atender todos esses segmentos no evento, nós realizamos, sempre ao fim de cada edição, uma pesquisa com os participantes, perguntando quais assuntos devemos tratar no evento do ano seguinte. Assim, a programação é sempre construída de acordo com o anseio do nosso público. O cliente está sempre no centro do nosso evento. Isso faz com que a gente tenha uma assertividade maior na escolha dos temas.

#MiltonCamargo #CapitalEmpreendedora #empreendedorismo #coworking

PUBLICIDADE:

PUBLICIDADE:

20200603_anuncio_GDF.png
Caminito_300x300.jpg

Receba nossa newsletter

Jornal Nosso Bairro é um jornal da Editora Nosso Bairro

Siga o JNB:

  • Instagram JNB
  • Facebook JNB
  • Youtube JNB

Endereço

SCS, Quadra 7, Bloco A, 100

Edifício Torre Pátio Brasil

12º andar - Sala 1221

CEP 70307-902

Email:

Telefone: