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EDITORIAL: Dos verde-amarelos a laranjas e vermelhos, todos exigem mudanças



As urnas vêm demonstrando nessas eleições o desejo dos brasileiros por mudanças. Não por mudança de candidatos, mas, da transformação da arte de governar, no sentido estrito de se fazer política. Sob à égide do combate à corrupção, do esgotamento da paciência da sociedade com relação ao retorno da política para a educação, saúde e segurança, o fim tem justificado os meios.

O sentimento é de medo, ansiedade, incerteza, principalmente por conta da polarização entre extremos, centros-direita e centros-esquerda, radicais-amigos e moderados-familiares, enfim, nessa disputa, a ideologia ficou em segundo plano e deu lugar ao pragmatismo do voto útil.

Como resultado dessa tormenta de desencontros ideológicos, o anseio por mudanças se consolidou no primeiro turno das eleições. Na disputa à presidência nasceu uma polarização jamais vista; na casa do povo, o Congresso, grande parte daqueles que representam o status quo da velha política, não participará dela nesse próximo mandato. A renovação chega a 47,3% para os deputados federais e de 85% das vagas disputadas ao Senado.

Para os eleitores do DF, essa renovação do Congresso foi ainda mais significativa, a mudança ocorreu em quase 100% de seus representantes. Das oito vagas para deputado federal no DF, apenas uma candidatura foi reconduzida para um próximo mandato. Mas, para as duas vagas ao Senado, a população brasiliense resolveu dar chance a novos candidatos.

No âmbito local, o clamor por mudanças também falou mais alto, das 24 vagas a deputado distrital, 67% foram ocupadas por novos candidatos. Uma mudança que ocorreu não só no movimento de “rotação” política, mas também na “translação” dos representantes. Um exemplo disso, foram as eleições do primeiro represente LGBT na casa e outra de um partido, recém-criado, com propostas de mudanças radicais na forma de se fazer política.

O fato é que as eleições de 2018, diferente de qualquer outra ocorrida no período democrático brasileiro, nunca foi tão contraditória e, ao mesmo tempo, participativa. Dos baby boomers à geração Z, que passa por sua primeira votação, dos verde-amarelos, dos laranjas aos vermelhos, todos entoam, sob a mesma voz, a necessidade por mudanças.

Cabe, agora, aos governantes ouvirem a voz do povo.

#eleições #renovação #política #esquerda #direita #centro #MAISNOTÍCIAS

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