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Coronavírus no Brasil chega a 17.800 casos

Brasil ultrapassou países como Portugal e Canadá em numero de mortes, somando 941 vítimas do novo vírus


Dezessete mil e oitocentos infectados. Esse é o número total de casos do novo coronavírus (Covid-19) oficialmente registrados pelo Ministério da Saúde. Com média de crescimento entre um mil e dois mil casos, o Brasil ainda está refém da falta de testes e da demora dos resultados.

Dentre as principais medidas adotadas, o distanciamento social tem sido a principal política para combater o avanço da pandemia. Muitos governos estaduais, como o do Distrito Federal, também decretaram o fechamento da maioria das atividades comerciais com o intuito de evitar aglomerações e diminuir o movimento de pessoas nas ruas.

O país já soma um total de 941 mortes, com uma taxa de letalidade de aproximadamente 5,27%. Em todo mundo já são mais de 1,5 milhão de casos, com cerca de 90 mil mortes. Apesar de estar abaixo da média de letalidade mundial (5,97%) o Brasil apresenta número piores do que Portugal e Canadá, que possuem média de casos semelhantes.

No Canadá, onde o número de infectados é de cerca de 20 mil casos, o número de mortes é bem abaixo que o Brasil, alcançando cerca de 462 óbitos, com média letal de 2,33%. Enquanto isso em Portugal, que possui um total de 13.900 casos, a taxa de mortalidade do vírus é de 1,46%, contabilizando 205 óbitos.

Entretanto, de acordo com os dados populacionais de cada país, o Brasil é a nação onde a população acima de 60 anos, considerada grupo de risco da atual pandemia, representa o menor percentual da população. São 14,1% de idosos frente a 18,9% no Canadá e 29% em Portugal.

Portanto, a que se pode justificar o aumento dos óbitos no país, sendo a nação com menor número de cidadãos no chamado grupo de risco da nova doença?

Exemplos externos

No dia 16 de março, o atual primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, decretou o fechamento de todas as fronteiras do país como tentativa de combate a entrada de estrangeiros infectados no país. Com exceção dos cidadãos locais e profissionais da saúde, o país proibiu a entrada de qualquer pessoa não autorizada no território canadense.


Com relação as medidas internas, as pessoas estão sendo orientadas a ficarem em casa, e procurarem os hospitais apenas em casos onde o cidadão apresenta sintomas mais fortes, como falta de ar.

Em Portugal, desde meados do Carnaval as medidas de contenção e enfrentamento vêm sendo ampliadas, culminando com a decretação do estado de emergência no dia 18 de março. Na prática, há uma série de restrições à circulação e a potenciais aglomerações. A prioridade é dada a profissionais de saúde e a funcionários de serviços essenciais, incluindo aí supermercados e farmácias.

O decreto também traz algumas flexibilizações, como permissão para curtos passeios com cães e realização de exercícios físicos ao ar livre para até duas pessoas. Quem fiscaliza? A polícia. Neste curto período foram detidas sete pessoas que se recusaram a acatar as normas. Afinal, a população deve fazer a sua parte, inclusive alertando informalmente seus parentes, amigos e vizinhos.

O país tem adotado a política dos teste em massa, para conseguir saber quais regiões do país devem receber mais atenção no tratamento dos infectados. O país irá receber nos próximos dias um reforço de mais um milhão de testes de diagnóstico à COVID-19, afirmou o Secretário de Estado de Saúde português.

No Brasil, a maioria dos casos se concentram nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza, no Ceará. Diante disso, o Ministério da Saúde estuda a flexibilização do isolamento nas cidades onde o sistema de saúde estiver com pelo menos 50% dos leitos disponíveis. Nesse cenário, seria adotado o Distanciamento social seletivo, que visa apenas o isolamento de pessoas do grupo de risco da doença. A medida busca reduzir o impacto na economia que a paralisação do comércio tem causado.

"Publicamos informações sobre o Distanciamento Social Ampliado, Distanciamento Social Seletivo, e Bloqueio Total (lockdown). As medidas são temporárias, localizadas e o governo federal está fazendo de tudo para que elas sejam minimizadas ao máximo possível", afirmou Wanderson Oliveira, secretário de vigilância em saúde do ministério, durante coletiva.

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