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Cientistas anunciam descoberta de anticorpos eficientes em pesquisa contra Covid-19 na China

Atualizado: Abr 29


Ainda é cedo para ser falar em uma cura para o novo Coronavírus (Covid-19), mas pesquisadores chineses têm dado boas notícias acerca do avanço nos tratamentos da doença. De acordo com a CGTN, agência de notícias do país asiático, um grupo de cientistas isolou vários anticorpos que diz serem “extremamente eficientes” para impedir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar como para prevenir a Covid-19.



Atualmente, não existe tratamento comprovadamente eficaz para a doença, que surgiu na China e está se proliferando pelo mundo na forma de uma pandemia que já infectou mais de 850 mil pessoas e matou 42 mil. No Brasil, algumas drogas estão sendo testadas em alguns pacientes para medir sua eficácia. A Hidroxicloroquina é uma delas, mas ainda não foram apresentados resultados efetivos da sua contribuição no combate ao novo vírus.



O Cientista Zhang Linqi, da Universidade Tsinghua, de Pequim, declarou a Agência que “um remédio feito com anticorpos como os que sua equipe descobriu poderia ser usado de forma mais eficaz do que as abordagens atuais”, incluindo o que ele chamou de tratamentos “limítrofes”, como o plasma.



No início de janeiro, a equipe de Zhang e um grupo do 3º Hospital Popular de Shenzhen começaram a analisar anticorpos do sangue colhido de pacientes recuperados da Covid-19, isolando 206 anticorpos monoclonais que mostraram o que ele descreveu como uma capacidade “forte” de se ligar às proteínas do vírus.

Depois eles realizaram outro teste para ver se conseguiam de fato impedir que o vírus entrasse nas células, disse ele em entrevista. Entre os cerca de 20 anticorpos testados, quatro conseguiram bloquear a entrada viral, e destes dois foram “imensamente bons” para fazê-lo, disse Zhang.



Agora a equipe se dedica a identificar os anticorpos mais poderosos e possivelmente combiná-los para mitigar o risco de o novo coronavírus sofrer uma mutação. Se tudo der certo, desenvolvedores interessados poderiam produzi-los em massa para testes, primeiro em animais e futuramente em humanos.



Os anticorpos não são uma vacina, mas existe a possibilidade de aplicá-los em pessoas do grupo de risco com o objetivo de impedir que contraiam a Covid-19.



Normalmente não transcorrem menos de dois anos para um remédio sequer obter aprovação para uso em pacientes, mas a pandemia da Covid-19 acelera os processos, disse ele, e etapas que antes seriam realizadas sequencialmente agora estão sendo feitas em paralelo.


Com informações da China National Television Network (CGTN)

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