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Chegou a hora da verdade



Escolhidos pelos eleitores para disputarem o segundo turno, Ibaneis Rocha (MDB) e o Governador Rodrigo Rollemberg (PSB) possuem histórias de vida bem distintas. De um lado, um advogado debutante no mundo político com o discurso da renovação. Do outro, um político experiente com mais de 30 anos de vida pública exemplar. Para ajudar o eleitor na hora da decisão no próximo dia 28 de outubro, preparamos uma breve biografia sobre a vida de cada um dos candidatos.

IBANEIS ROCHA

Com 47 anos de idade, Ibaneis Rocha disputa pela primeira vez um mandato político. Advogado de carreira, já foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal e fez seu nome no campo jurídico como representante legal de diversos sindicatos na capital.

Ibaneis Rocha debuta como político. É a primeira eleição geral que participa. Mesmo estreante, coletou milhares de votos na capital federal, abrindo boa distância para o segundo colocado, o governador Rodrigo Rollemberg. A escalada do advogado para a primeira colocação na corrida eleitoral foi atípica. Conquistou 38% do eleitorado em pouco menos de 2 meses. Nas primeiras pesquisas divulgadas, Ibaneis aparecia com apenas 2% das intenções.

Mas, afinal, quem é o homem que abateu nove oponentes, vários deles velhos conhecidos na política candanga, e expôs o baixo desempenho de seu agora adversário no segundo turno?

Ibaneis foi empacotador de supermercado aos 11 anos. Morou no Guará boa parte de sua infância. Tem origem humilde, em sua Certidão de Nascimento consta que nasceu no Hospital de Base. Viveu duas realidades diferentes: seu álbum de infância divide recordações entre a cidade de Corrente, no extremo sul do Piauí, para onde se mudou aos 8 anos com a família; e a capital do país. Retornou a Brasília para cursar o segundo grau.

Formou-se como advogados e fez carreira na defesa de sindicatos de servidores no DF. Entre alguns dos acontecimentos notáveis, certa vez o advogado fez plantão na antessala de um juiz por vários dias até conseguir o que queria: uma liminar que liberou o pagamento da recomposição salarial de servidores públicos em face da conversão do cruzeiro real na chamada URV, moeda de transição para o Plano Real.

As causas de interesse de servidores explicam a fortuna que o advogado reuniu em 25 anos de exercício da profissão. Atualmente, seu escritório representa 80 mil ações envolvendo trabalhadores da iniciativa pública.

Quando decidiu se lançar na vida pública, sabia que, apesar de não ter qualquer tradição política, tinha chances de pavimentar um caminho, como fez em várias outras ocasiões. Sua candidatura surgiu por conta da falta de alianças do MDB no DF. A impopularidade do presidente Michel Temer e o recente envolvimento de membros conhecidos do partido em escândalos de corrupção foram fatores que contribuíram para o isolamento do partido. Após Jofran Frejat retirar-se da disputa de 2018, candidato até então apoiados pelo partido, a lacuna aberta e a falta de alianças se colocaram como ambiente favorável para candidatura de Ibaneis.

Na véspera do primeiro turno das eleições, Ibaneis precisou explicar a ação que ele e seu escritório de advocacia respondem por superfaturamento e dano ao erário no recebimento de honorários referentes à liberação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) para a prefeitura de Jacobina na Bahia. O caso está sob investigação.

Com uma carreira aparentemente bem-sucedida, Ibaneis esbanja autoconfiança, ou para alguns observadores, arrogância.

RODRIGO ROLLEMBERG

O governador Rodrigo Rollemberg é filho de Teresa Sobral Rollemberg e do ex-ministro e ex-deputado federal Armando Leite Rollemberg. É casado com Márcia e pai de três filhos. De uma família de 14 irmãos, chegou a Brasília em 1960. Formado em História pela Universidade de Brasília UnB, iniciou a atividade política no movimento estudantil. É filiado ao PSB desde 1985. Foi duas vezes deputado distrital (1995 a 1996 e de 1999 a 2002), secretário de Turismo (janeiro de 1996 a abril de 1998), secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia (2004 a 2006), deputado federal (2007 a 2010) e senador (2011 a 2014). É o atual governador do Distrito Federal.

Sua primeira candidatura foi em 1995 para o cargo de deputado distrital, na qual foi eleito. Apesar da vitória, assumiu no ano seguinte o cargo de Secretário de Turismo na gestão do então governador Cristovam Buarque. Rollemberg ficou três anos à frente da pasta.

Nas eleições seguintes, foi eleito novamente para vaga de Deputado Distrital. Durante o mandato, teve como principal bandeira de atuação o combate à grilagem de terras públicas e à ocupação desordenada do solo no DF. Liderou a implantação do Comitê de Bacia do Lago Paranoá e foi o autor do projeto que originou a Lei das Águas do DF.

Após o mandato como distrital, Rollemberg tentou, pela primeira vez, disputar a cadeira de governador, ficando em quarto lugar na disputa daquele ano. Dois anos depois, foi convidado para assumir a Secretaria de C&T para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia do governo Lula. Na Secretaria, Rollemberg empreendeu diversas iniciativas que geraram vários projetos e programas, como por exemplo, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e as Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

Rodrigo continuou sua escalada na política e, em 2007, foi eleito deputado federal. Além de coordenar a bancada de seu partido, o PSB, foi um dos defensores do projeto que hoje virou a Lei da Ficha Limpa, que proíbe a participação em eleições de políticos corruptos no processo eleitoral.

Com o aumento de sua popularidade, em 2010 foi a vez do Senado. Como senador, Rollemberg coordenou a bancada de deputados e senadores do DF, em 2011 e foi líder do PSB no Senado até 2013. Durante os dois primeiros anos no Senado, presidiu a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

Como ápice de sua trajetória política, chegou ao Buriti em 2014, após vitória em segundo turno sobre Jofran Frejat, por 56%. Seu governo ficou conhecido por arrumar as finanças públicas do DF, chegando a alcançar um superávit em 2018 de R$ 3,5 bilhões. A atuação do governo também teve destaque relevante no assunto da Regularização Fundiária no DF, tendo entregue mais de 70.000 escrituras de terrenos populares. Segundo o lema de sua campanha, “casa arrumada, hora da virada”, um possível segundo mandato seria a consolidação dos projetos que estão em curso. Entre as campanhas dos candidatos em 2018, seu plano de governo é o único a demonstrar de maneira pontual as ações que serão executadas nos próximos quatro anos.

Conheça as principais propostas dos candidatos:



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