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Chapada Imperial: Uma aventura no cerrado


Um lugar que faz a sensação da vida urbana parecer mais distante. Com uma paisagem tomada pela natureza e cachoeiras, a Chapada Imperial oferece, para quem visita, uma experiência única. Logo na chegada, as araras explicam o porquê o lugar é tão especial. A recepcionista “Maria Gasolina”, uma arara de cores vivas e vibrantes que gosta de ficar em cima dos carros, encanta todos que chegam ao local.

Criada há mais de 30 anos, a Chapada Imperial é uma propriedade privada, localizada a apenas 46 quilômetros de Sobradinho, de mais de quatro mil hectares (4.000 Ha) que preservam a fauna e a flora nativa do Cerrado. O nome faz referência à família dona da região. Márcio Vivas Corte Imperial, um dos proprietários da área, conta que a ideia de criar a reserva se deu após ele assistir uma reportagem sobre o ecoturismo de Bonito, no Mato Grosso do Sul. “O meu pai já era dono dessas terras, mas não fazia nada além de criar animais de fazenda. Quando ouvi falar sobre o ecoturismo, sugeri a ideia aos meus irmãos, que toparam logo de cara”.


Márcio conta que após iniciarem o projeto, começou a se capacitar para conseguir tornar a região uma referência em turismo ecológico: “fiz uma dezena de cursos sobre o assunto. A medida que ia aprendendo, fui colocando os ensinamentos em prática aqui na reserva”.

Hoje, quem visita a Chapada Imperial tem a oportunidade de conhecer mais de 20 cachoeiras em três opções de trilha. A mais curta, tem 1 km e a mais longa 4,5 km. O trajeto, de fácil acesso, pode ser realizado por crianças e pessoas mais idosas. Durante toda a trilha foram instalados corrimões e degraus nas subidas e descidas, tornando a aventura um ótimo exemplo de acessibilidade.

Quem visita o lugar se encanta com tanta beleza. A servidora Pública Geórgia Amaro considerou a experiência como sensacional. “O ambiente das cachoeiras é maravilhoso, tanto pela beleza quanto pela sensação de tomar banho nas águas transparentes”, afirma ela.


Além dos turistas brasileiros, a Reserva recebe visitantes de outros países com frequência. A professora de Yoga Anne Laure destacou a tranquilidade que foi estar mais perto da natureza. A francesa, que visita o Brasil pela segunda vez, se diz “apaixonada pela natureza” e destaca a importância de visitar lugares como a Chapada Imperial. “Vivemos constantemente sob o estresse da vida urbana. Conhecer e passar uns dias em locais como esse nos ajuda a aliviar o stress”, explica.

Além da experiência relaxante, Anne afirma que “é muito importante a preservação desses lugares, principalmente para proteger espécies da natureza que buscam esse local como refúgio”.

DESBRAVANDO O CERRADO

Três opções de trajeto são oferecidas para os “trilheiros”. A mais curta conta com um trajeto de um quilômetro, mais indicada para crianças e pessoas idosas. A trilha conta com quatro cachoeiras e uma vista de um mirante para toda a reserva.

Na trilha média, o turista caminha cerca de três quilômetros e visita mais de dez cachoeiras com parada para piquenique. A mais longa, de 4,5 km, inclui 25 cachoeiras. Uma delas é a cachoeira da Rainha, com mais de 20 metros de altura.

Há 10 anos como guia na Reserva, Ana Paula Santos conta ter escolhido o melhor trabalho do mundo. Para ela, o contato com a natureza sempre foi uma das principais razões por amar o que faz. “Você acaba trabalhando e descansando ao mesmo tempo, e, querendo ou não, ainda se diverte um pouco”, relata.

UM PARQUE DE DIVERSÕES ECOLÓGICO

Além da trilha, outras atividades aguardam o visitante na sede da Reserva. Para os adultos, atividades de arvorismo, escalada e descida por uma tirolesa de aproximadamente 60 metros de comprimento e 20m de altura. As crianças podem se divertir com passeios de pônei, arvorismo infantil, além de atividades voltadas para educação ambiental.

Outro ponto que chama a atenção no lugar são as araras. Maria Gasolina e Teresa são alguns dos pássaros que vivem livres na sede da Chapada e são a alegria de quem visita o lugar. Após o almoço, elas “concedem” uma sessão de fotos para os turistas. O contato com humanos se deu por conta do cuidado que Márcio deu aos bichinhos, resgatados do tráfico de animais silvestres. “Recuperamos mais de 200 araras no nosso viveiro e as devolvemos para a natureza. Algumas delas, como a Teresa e a Maria Gasolina, acabaram ficando conosco”, afirma Márcio. Além da Teresa e Maria Gasolina, outras quatro araras fizeram da sede da reserva seu lar.


ROTA DA NATUREZA

Saindo de Sobradinho, o motorista deve seguir pela BR-020 até a entrada do balão do Grande Colorado, onde deve pegar o acesso para a via DF-001. Após aproximadamente 20 km, basta virar à direita na DF-220. A entrada da reserva fica à direita da via, onde uma placa informativa está localizada.

O trajeto conta com alguns trechos de estrada de chão. No entanto, as boas condições da via permitem a realização do roteiro em veículos urbanos comuns, sem a necessidade de jipes ou caminhonetes.


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