Saída Norte é a bola da vez


Sobradinho, que completa 58 anos no mês de maio, foi a primeira Região Administrativa fundada logo após a criação de Brasília. Apesar de ser uma das regiões pioneiras no desenvolvimento do Distrito Federal, a cidade parece ter parado no tempo. Baixo investimento, crescentes problemas em diversas áreas e falta de oferta de trabalho. Mesmo com um cenário desfavorável, a região apresenta um forte potencial para o desenvolvimento de uma nova centralidade no DF.

A Saída Norte do DF, compreendida prioritariamente por Sobradinho I, Sobradinho II, Planaltina e condomínios da região possui atualmente uma população que ultrapassa os 350 mil habitantes. A região é composta principalmente por residências e pequenos comércios. De acordo com os dados da última Pesquisa Distrital de Amostra de Domicílios do DF (PDAD), mais de 40% dos habitantes dessas Regiões Administrativas (RA’s) trabalham a mais de 20km de suas residências. Em Sobradinho, dos 85 mil habitantes que residem na cidade, 12.300 trabalham no Plano Piloto. O valor representa um total de 15% da população na localidade. Nas demais Regiões Administrativas esse número é semelhante. Em Sobradinho II, 39% dos trabalhadores também se desloca todos os dias ao Plano Piloto para os seus postos de trabalho.

A baixa oferta de emprego na região obriga a população a trabalhar longe de seus domicílios. Esse deslocamento diário gera engarrafamentos e desestimula o crescimento da economia local.

Juliana Castro, 25, moradora de Sobradinho, trabalha como assistente administrativa no Plano Piloto. Segundo Juliana, a pouca oferta e os baixos salários a fizeram procurar emprego em Brasília. “A procura por mão de obra qualificada ainda é um pouco restrita e os salários oferecidos na região central de Brasília são mais atrativos”, comenta. Os dados do PDAD apontam que a renda per capita da região não ultrapassa o patamar de dois salários mínimos. Em Planaltina a situação é ainda pior, onde a média de rendimentos por cidadão é de R$ 910,00.

Em comparação com Regiões Administrativas localizadas na parte sul do Distrito Federal, os dados apresentam um menor poder aquisitivo da população dessas RA’s face às demais. No Guará e em Águas Claras a média salarial varia entre 3 e 5 salários mínimos, de acordo com a pesquisa.

NOVA CENTRALIDADES SÃO NECESSÁRIAS

Apesar do baixo crescimento histórico da região, a Saída Norte vem recebendo nos últimos anos uma atenção maior por parte do governo distrital e do setor privado. É o caso das obras da BR-020 e do BRT Norte, anunciadas pelo Governo de Brasília, além da instalação do Parque Tecnológico de Brasília e do avanço da regularização fundiária na região, que pretende atrair mais investimentos privados para a localidade.

A Obra da BR-020, no trecho da Ligação Torto-Colorado, é um exemplo de investimentos na Saída Norte. De acordo com o DER, a obra, que custou R$ 87 milhões, beneficiará a população localizada próxima da rodovia, além do Grande Colorado e do Lago Oeste. Pelo trecho, passam diariamente mais de 50 mil carros nos dois sentidos. De acordo ainda com o órgão, a obra aumentará de três para seis o número de faixas de cada lado da pista. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro deste ano.

O GDF vem investindo em outras obras para melhorar a mobilidade na região. Outra promessa feita pelo governo para os moradores de Sobradinho e região foi a construção do BRT Norte. Segundo informações da agência Brasília, o BRT Norte terá um total de 69 quilômetros, com ramais em Planaltina e Sobradinho. De acordo com o governador Rodrigo Rollemberg, “Há previsão de cinco terminais ao longo do BRT Norte, 38 paradas e 26 passarelas de pedestres”, afirma.

Outra Obra importante é o novo Parque tecnológico de Brasília, o BioTIC, que será instalado em uma área de 1,2 milhão de metros quadrados, próximo à Granja do Torto.

(Veja a entrevista com Mário Henrique Lima, representante do comitê gestor do BioTIC)

A inciativa busca criar na Saída Norte um novo polo de desenvolvimento para o DF, gerando empregos e ativando a economia local.

A regularização fundiária também vem alavancando o desenvolvimento regional. Com o avanço do processo, a valorização dos terrenos tem atraído compradores e investidores. Ricardo Birmann, Diretor Presidente da Urbanizadora Paranoazinho, empresa proprietária da Fazenda Paranoazinho, vê com otimismo a regularização local. “ Com o aumento de terrenos regularizados, novas empresas e empreendimentos começaram a olhar para o lugar. A segurança jurídica oferecida pelo processo está trazendo também mais investimento e desenvolvimento para o grande Colorado e condomínios próximos”.

Birmann acredita que a Saída Norte vive uma nova fase de crescimento, beneficiando toda a população dos condomínios: “A Saída Norte tem tudo para se tornar um novo polo de crescimento econômico e social do DF, criando um local que seja autônomo do Plano Piloto e referência para demais regiões do Distrito federal”, pontua.

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Márcio Caetano